Feira de Artes, Ofícios e Sabores – Vimioso
18 de Dezembro de 2013 – 10:52 | Comentários desligados

O certame engloba várias vertentes, do Artesanato aos Produtos Regionais, incluindo o concurso de Doçaria da Castanha, mas também Atuações Musicais, Montaria ao Javali e Raid TT.

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Roteiros e Destinos

Património natural, património construído, cultura, tradições, gastronomia, muitas são as razões para visitar o nordeste transmontano. Uma região com um enorme potencial turístico que vale a pena explorar.

Gastronomia e Vinhos

A gastronomia nordestina é marcada por pratos fortes, carregados de sabor. As carnes de raças autóctones e certificadas dominam a mesa transmontana, onde não faltam os excelentes vinhos do Douro.

Cultura e Tradições

A região nordestina soube como poucas preservar a sua cultura e tradições: as festas tradicionais comunitárias, as comemorações dos solstícios, os caretos, os pauliteiros, são apenas alguns exemplos

Património Natural

Um verdadeiro santuário natural, com três espaços protegidos: o Parque Natural de Montesinho; o Parque Natural do Douro Internacional; e no coração do nordeste fica o Parque Natureza do Azibo.

Economia e Empresas

Numa zona essencialmente rural a economia assenta na agricultura de subsistência complementada com actividades que começam a ganhar dimensão: a pecuária, a produção de castanha e alguma indústria

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Tanoaria JM Gonçalves em Palaçoulo é a maior da Península Ibérica

Enviado por em 13 de Outubro de 2011 – 14:09Comente

Francis Ford Coppola, realizador de cinema, é um dos clientes de “elite” da tanoaria sedeada no interior do nordeste transmontano. A madeira destas pipas, com marca transmontana, chega de França e é sujeita a um processo de secagem, em pleno Parque Natural do Douro Internacional, pode demorar 32 meses. Um negócio familiar instalado na aldeia mais industrializada da região: Palaçoulo.

Imagem 081Em Palaçoulo, no interior do nordeste transmontano, a poucos quilómetros da fronteira com Espanha está a mais moderna e reconhecida tanoaria de toda a Península Ibérica. Num espaço de cinco hectares, em modernas instalações, são fabricadas as barricas onde estagiam os mais prestigiados vinhos do mundo. A Tanoaria JM Gonçalves, uma sociedade por quotas e gerida por seis irmãos, tem uma faturação média anual de quatro milhões de euros, resultado do trabalho e da experiência adquirida ao longo de mais de um século de atividade. A madeira utilizada para o fabrico das barricas é 100 por cento de carvalho francês que, depois de chegar em bruto à empresa, é sujeita a um processo de secagem ao ar livre de 24 a 32 meses. Esta secagem, em pleno Parque do Douro Internacional, longe de qualquer poluição que possa contaminar a madeira e adulterar os vinhos, atribui-lhe uma garantia de excelência e é essencial para a certificação de qualidade. Outra das mais-valias desta empresa, e segundo um dos sócios gerentes “é conseguir pôr no mercado barricas a preços muito competitivos, de grande qualidade sob uma marca patenteada e reconhecida por organismos internacionais”, explica Sérgio Gonçalves, licenciado em Gestão. A qualidade permite à empresa abarcar praticamente todo o sector vitivinícola nacional e internacional, desde os vinhos mais comerciais aos mais prestigiados. O ciclo de sucesso desta empresa teve um grande impulso com a mudança para as novas e modernas instalações bem como em 2008, quando foi alvo de um investimento de mais de um milhão de euros para modernização e inovação tecnológica de ponta. Apesar de exportar para todo o mundo, os mercados mais atrativos são, neste momento, a França e os Estados Unidos da América, onde tem clientes de “elite” dispostos a pagar até 600 euros por uma barrica de 225 litros. Um deles é o realizador de cinema Francis Ford Coppola. Um cliente de “luxo” que demonstra a importância de uma empresa transmontana no mais requintado mercado internacional. Além da qualidade das barricas produzidas, Sérgio Gonçalves adianta que outro dos segredos do sucesso da JM Gonçalves é a política de proximidade que tem com os clientes: “O nosso serviço de apoio ao cliente é um factor que marca toda a diferença. Praticamos uma política de proximidade que é imprescindível para atrair e fidelizar os nossos compradores”. Apesar do reconhecimento nacional e internacional, a empresa de tanoaria não se acomoda com os resultados e sempre a pensar na vanguarda do conhecimento, iniciou há pouco tempo uma parceria estratégica com o Instituto Politécnico de Bragança e a Adega Cooperativa de Vila Real. “É um projeto de investigação e estudo das características botânicas do carvalho português, com incidência no Parque Natural de Montesinho, para podermos produzir produtos alternativos. Pretendemos dar uma mais-valia a esta madeira e rentabiliza-la da melhor forma”, explica o sócio-gerente. Sobre a crise económica, Sérgio Gonçalves diz que a empresa também foi afectada “ligeiramente”, mas as perspectivas de negócio para o futuro, “não podiam ser as melhores”, garante.

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A localização geográfica nunca foi entrave para o crescimento desta tanoaria?

“Pelo contrário, estamos praticamente na margem do Douro que tem um enorme mercado de vinho, quer português quer espanhol, com marcas de origem denominada. Além disso estamos a pouco mais de uma hora de Zamora e Salamanca e a 700 quilómetros de Bordéus, a capital europeia do vinho”.

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Empresa:

A Tanoaria J. M. Gonçalves exporta 85% das 12 a 13 mil unidades produzidas anualmente para países como a Nova Zelândia, África do Sul, Chile, Argentina e Estados Unidos. Emprega 40 funcionários e em 2009 recebeu os prémios PME LIDER e Excelência. Produz barricas desde 225 até 1600 litros e trabalha em Portugal com grupos como a Sogrape, Quinta do Couto, Prado Rei. Também já estagiou vinhos como Barca Velha e Ferreirinha.

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