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Autarcas querem fixar pessoas no interior

Submitted by on 30 de Novembro de 2011 – 15:31No Comment

Tras-os-MontesOs autarcas transmontanos apelam ao governo a promoção de novas políticas que ajudem a fixar pessoas no interior. Jorge Nunes, presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Trás-os-Montes, defende que o Governo tem a obrigação de implementar políticas e mecanismos que evitem o despovoamento das regiões mais interiores do país, e criando novas oportunidades para a fixação de pessoas.  "Terá de haver políticas de âmbito nacional, de domínio fiscal ou de descentralização da administração pública. Quem tem responsabilidade nos órgãos de soberania nacional tem de olhar para o território e para os seus recursos de uma forma diferente", afirmou o também presidente da câmara de Bragança, Jorge Nunes. Para o autarca, o Governo não pode retirar benefícios fiscais ao interior, impedindo assim a instalação de novas empresas e a criação de postos de trabalho que fixem os jovens na região. 

"Não podem pedir mais responsabilidades aos municípios para darem mais incentivos à natalidade ou para a criação de novas empresas, tudo isto junto não representa nada. O modelo de desenvolvimento para o território tem de ser equacionado de forma diferente", acrescentou. Jorge Nunes sublinha que não é com subsídios à natalidade que se consegue inverter o despovoamento, mas sim com políticas de incidência regional que resolvam os problemas do "grave desequilíbrio demográfico" existente no país. Também o Presidente da república, Cavaco Silva, defendeu esta semana a necessidade de se criarem incentivos para fixar as populações nas zonas rurais. “Precisamos de um programa de repovoamento agrário que consiga captar uma parte dos recursos humanos desaproveitados”, afirmou o PR à Lusa, no encerramento do Congresso do Centenário do Crédito Agrícola, em Lisboa, salientando que veria com “muito bons olhos” uma concertação de esforços entre entidades públicas e privadas para criar medidas de incentivo à fixação nas zonas rurais. Cavaco Silva avançou, como possíveis soluções, a hipótese de serem criados incentivos ao emprego e aos jovens agricultores, apoios a empresas e a concessão de microcrédito para projectos de desenvolvimento rural. “O que vos peço, a todos, é um esforço adicional no sentido de darem uma oportunidade, neste momento, a quem está disposto a trabalhar e a contribuir para a superação da crise por que passamos”, acrescentou.

O PR sublinhou ainda a “missão muito relevante” das instituições financeiras, pedindo um “esforço adicional” às entidades públicas e privadas para darem oportunidades a quem está disposto a trabalhar. “Apesar dos sacrifícios que a todos são exigidos para que possamos superar as dificuldades do presente, as instituições financeiras, em particular, continuam a ter uma missão relevante a desempenhar”, defendeu o chefe de Estado.Dando nota do aparente paradoxo que é o contraste entre o “flagelo do desemprego prolongado”, a emigração de milhares de jovens e o despovoamento dos campos e desertificação do interior, Cavaco Silva defendeu a procura de “soluções inovadoras” para criar mais oportunidades de auto-emprego e de empreendedorismo rural.

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