Feira de Artes, Ofícios e Sabores – Vimioso
18 de Dezembro de 2013 – 10:52 | Comentários desligados

O certame engloba várias vertentes, do Artesanato aos Produtos Regionais, incluindo o concurso de Doçaria da Castanha, mas também Atuações Musicais, Montaria ao Javali e Raid TT.

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Roteiros e Destinos

Património natural, património construído, cultura, tradições, gastronomia, muitas são as razões para visitar o nordeste transmontano. Uma região com um enorme potencial turístico que vale a pena explorar.

Gastronomia e Vinhos

A gastronomia nordestina é marcada por pratos fortes, carregados de sabor. As carnes de raças autóctones e certificadas dominam a mesa transmontana, onde não faltam os excelentes vinhos do Douro.

Cultura e Tradições

A região nordestina soube como poucas preservar a sua cultura e tradições: as festas tradicionais comunitárias, as comemorações dos solstícios, os caretos, os pauliteiros, são apenas alguns exemplos

Património Natural

Um verdadeiro santuário natural, com três espaços protegidos: o Parque Natural de Montesinho; o Parque Natural do Douro Internacional; e no coração do nordeste fica o Parque Natureza do Azibo.

Economia e Empresas

Numa zona essencialmente rural a economia assenta na agricultura de subsistência complementada com actividades que começam a ganhar dimensão: a pecuária, a produção de castanha e alguma indústria

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Grupo feminino de gaiteiras quer ser referência na música tradicional mirandesa

Enviado por em 12 de Janeiro de 2012 – 10:51Comente

las çarandas2Quatro instrumentistas formaram o primeiro grupo de gaiteiras, exclusivamente constituído por mulheres, com o intuito de divulgar a música e danças do cancioneiro tradicional mirandês nos mais diversos palcos.
Não se deixando intimidar no meio de uma tradição ligada aos homens, este grupo constituído por quatro jovens depressa descobriu que é possível manter os costumes mas aliando-os a uma nova “roupagem”, com novos elementos.
Segundo Susana Ruano, o gosto pela música tradicional e pelas gaitas de foles, aliado ao conhecimento da música tradicional, levou à constituição do grupo.
No entanto, antes das Las Çarandas houve outras experiências que não foram para a frente devido à vida profissional de cada uma das intervenientes.
“Esta é uma forma de juntar o útil ao agradável. Juntámos a amizade que nos une ao gosto pela música tradicional”, explicou à Lusa a gaiteira.
As instrumentistas acreditam que não estão a dar uma “pedrada no charco” e adiantam que estão ser bem recebidas por onde passam, não sendo olhadas de lado pelos velhos gaiteiros da região.
“Temos tido muito apoio dos novos e dos mais antigos gaiteiros”, disse Diana Caramelo.
O repertório da formação assenta nos elementos comuns da música tradicional de Miranda do Douro, que é executado com recurso a instrumentos padronizados, de que é exemplo a gaita-de-foles mirandesa.
“O nosso reportório é também elaborado em função das danças em cada apresentação, arruada ou espectáculo”, frisou Ana Guerra, elemento do grupo.
Um dos membros da formação costuma ajudar o público a dar os primeiros passos das danças tradicionais, como forma de cativar os presentes no terreiros ou nos salões onde decorrem as actuações da formação feminina.
Isto ajuda a que o público se torne mais participativo nos espectáculos.
Apesar de existirem apenas há pouco mais de um ano, a formação tem projectos concretos para o futuro, de modo a afirmar-se e tornar-se um grupo de referência da cultura mirandesa.

“A fonte inspiração das Las Çarandas é a sensibilidade de cada uma das intervenientes”, acreditam as quatro instrumentistas.

O futuro poderá ainda passar pela gravação de um disco.
Apesar da crise, 2012 terá de ser o ano de afirmação de um grupo feminino que aposta na genuidade de gaita mirandesa.
Para além de todo a componente musical aliada à coreografia dos espectáculos de “Las Çarandas”, o grupo tem ainda um cuidado especial com o vestuário com que se apresenta.
“Quisemos que as nossas roupas tivessem uma parte da tradição mirandesa, onde o burel é a base, aliado um corte moderno”, acrescenta Susana Ruano.
No que diz respeito aos instrumentos, são construídos por artesãos mirandeses.
As gaiteiras do planalto mirandês são representadas pela Associação Cultural ” Lérias”.
O nome mirandês Çarandas advém de um artefacto agrícola, que em português se chama crivo.
Este instrumento era muito utilizado em várias tarefas, como, por exemplo, separar o grão da palha.

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