Projeto Mais Bragança quer Mais Turismo
29 de Março de 2018 – 14:10 | Comentários desligados

Um grupo de 15 jornalistas especializados em turismo, nacionais e estrangeiros, passaram 3 dias em Bragança a convite da Associação Comercial local
No âmbito do projeto Mais Bragança, que tem como promotor a ACISB – Associação …

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Roteiros e Destinos

Património natural, património construído, cultura, tradições, gastronomia, muitas são as razões para visitar o nordeste transmontano. Uma região com um enorme potencial turístico que vale a pena explorar.

Gastronomia e Vinhos

A gastronomia nordestina é marcada por pratos fortes, carregados de sabor. As carnes de raças autóctones e certificadas dominam a mesa transmontana, onde não faltam os excelentes vinhos do Douro.

Cultura e Tradições

A região nordestina soube como poucas preservar a sua cultura e tradições: as festas tradicionais comunitárias, as comemorações dos solstícios, os caretos, os pauliteiros, são apenas alguns exemplos

Património Natural

Um verdadeiro santuário natural, com três espaços protegidos: o Parque Natural de Montesinho; o Parque Natural do Douro Internacional; e no coração do nordeste fica o Parque Natureza do Azibo.

Economia e Empresas

Numa zona essencialmente rural a economia assenta na agricultura de subsistência complementada com actividades que começam a ganhar dimensão: a pecuária, a produção de castanha e alguma indústria

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Caretos espantam a crise com “Entrudo Chocalheiro” no Nordeste Transmontano

Enviado por em 15 de Fevereiro de 2012 – 11:16Comente

121_caretos_2O “Entrudo Chocalheiro” dos Caretos de Podence promete um fim-de-semana prolongado e lotado no Nordeste Trasmontano, com turistas e emigrantes a regressarem à tradição para assistir ao “Carnaval mais ancestral de Portugal”.

Os ruidosos e coloridos mascarados oferecem quatro dias de folia, entre sábado e terça-feira, e nem a crise parece esmorecer a festa, segundo as previsões do presidente da Associação dos Caretos de Podence.

António Carneiro garantiu à Lusa que “as unidades hoteleiras e de turismo rural de Macedo de Cavaleiros estão praticamente lotadas, com valores acima dos 90 por cento”.

O que nota de diferente em relação ao ano passado é que haverá “pessoas que, em vez de ficarem, optam por vir apenas um dia, no domingo ou terça-feira de Carnaval”.

Chegam de diferentes pontos do país e da vizinha Espanha para assistir a um Carnaval “diferente, único”.

António Carneiro confessou que ainda “há uns anos era impensável” esta tradição transformar-se num atractivo turístico, mas hoje em dia não só alcançou esse estatuto como está a gerar outro fenómeno local.

Os emigrantes que por tradição visitam a terra por altura do verão ou do natal passaram a vir no Carnaval e, no próximo fim-de-semana, António Carneiro espera “mais de 100 que vêm de França para ver os Caretos e alguns para se mascararem também”.

“É algo inédito”, diz o responsável pela associação que tem ajudado a revitalizar uma tradição que há 25 anos estava praticamente perdida.

A emigração e guerra colonial levaram os jovens da aldeia, mas hoje em dia não faltam interessados em encarnar os Caretos, apesar de do despovoamento continuar a assolar esta e outras aldeias do interior.

Nos próximos quatro dias de “Entrudo Chocalheiro” serão perto de cinquenta pelas ruas de Podence, escondidos atrás das máscaras e dos farfalhudos fatos, com ruidosos cintos de chocalhos e um pau de madeira que os ampara nas tropelias.

Gostam, sobretudo de chocalhar as mulheres, mas nada nem ninguém escapa a estes seres “desordeiros”.

“É um Carnaval diferente, português, com figuras da nossa aterra que são autênticas, não há samba, é algo de espontâneo que ao longo dos tempos tem conseguido perdurar e chegamos aos dias de hoje com estas figuras que são um atractivo”, defendeu António Carneiro.

O “Entrudo Chocalheiro” proporciona um leque variado de actividades, desde passeios a exposições, e também a oportunidade, a quem visita a aldeia, de “vestir a pele” do Careto.

A Associação dedica um dia aos visitantes, segunda feira, em que disponibiliza trajes para experiência.

Um traje completo custa entre “800 a 900” euros e é a associação que veste também os jovens que não podem suportar este custo e que, durante todo o ano, fazem parte do grupo de “15 a 20” que leva pelo país e ao estrangeiro esta tradição.

É um “trabalho voluntário, de carolice”, como referiu António Carneiro, mas que recompensa também os jovens Caretos com as viagens, sem qualquer custo, pelo mundo.

Já participaram inclusive noutros carnavais, nomeadamente no de Nice, em França.

A Casa do Careto veio dar mais visibilidade a esta tradição desde que, há sete anos, abriu as portas, em Podence, para mostrar durante todo o ano a história destas típicas figuras.

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