Feira de Artes, Ofícios e Sabores – Vimioso
18 de Dezembro de 2013 – 10:52 | Comentários desligados

O certame engloba várias vertentes, do Artesanato aos Produtos Regionais, incluindo o concurso de Doçaria da Castanha, mas também Atuações Musicais, Montaria ao Javali e Raid TT.

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Roteiros e Destinos

Património natural, património construído, cultura, tradições, gastronomia, muitas são as razões para visitar o nordeste transmontano. Uma região com um enorme potencial turístico que vale a pena explorar.

Gastronomia e Vinhos

A gastronomia nordestina é marcada por pratos fortes, carregados de sabor. As carnes de raças autóctones e certificadas dominam a mesa transmontana, onde não faltam os excelentes vinhos do Douro.

Cultura e Tradições

A região nordestina soube como poucas preservar a sua cultura e tradições: as festas tradicionais comunitárias, as comemorações dos solstícios, os caretos, os pauliteiros, são apenas alguns exemplos

Património Natural

Um verdadeiro santuário natural, com três espaços protegidos: o Parque Natural de Montesinho; o Parque Natural do Douro Internacional; e no coração do nordeste fica o Parque Natureza do Azibo.

Economia e Empresas

Numa zona essencialmente rural a economia assenta na agricultura de subsistência complementada com actividades que começam a ganhar dimensão: a pecuária, a produção de castanha e alguma indústria

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A Morte e os Diabos em Vinhais

Enviado por em 16 de Fevereiro de 2012 – 11:17Comente

É já no próximo dia 22 de Fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, que os Diabos saem à rua em Vinhais, concelho de Bragança, em busca de almas pecadoras. A partir das 14h30, o centro histórico de Vinhais será palco de uma das mais antigas tradições nacionais, marcada pela performance dos mascarados diabólicos.

A Quaresma assinala um período de respeito e penitência, trazidos à lembrança dos habitantes de Vinhais pela encenação das tenebrosas figuras da Morte o do Diabo que, na Quarta-feira de Cinzas, percorrem as ruas da vila sequiosas de almas pecadoras.

Os diabos perseguem e capturam os humanos que, desafiando o poder sobrenatural daqueles, se atrevem a sair à rua, purificando-os com acutilantes cinturadas e apresentando-os perante a Morte que, empunhando uma gadanha de forma ameaçadora, os obriga, de joelhos, a recitar umas estranhas ladainhas semi-pagãs, impondo temor e lembrando que pode chegar a qualquer altura ceifando-lhes a vida a seu bel-prazer.

"Padre-nosso, caldo grosso, carne gorda não tem osso, rilha-o tu que eu não posso.

Salve rainha, mata a galinha, põe-na a cozer, dá cá a borracha que quero beber.

Creio em Deus, padre todo-poderoso, o filho do rei criou um raposo."

Trata-se de um costume secular e único em Portugal, cujas origens permanecem desconhecidas havendo, no entanto, diferentes interpretações que a situam nas celebrações dos Lupercais romanos, nas procissões da Quarta-feira de Cinzas, na Idade Média, ou mesmo por influência dos franciscanos do Convento de São Francisco de Vinhais, durante os séc. XVIII e XIX.

Perfeitamente enraizada nas tradições vinhaenses, em cada ano revivida com toda a genuinidade de outrora e preservada com todo o carinho e respeito pela identidade cultural deste povo serrano, a Quarta-feira de Cinzas vem provar que Vinhais é mesmo "uma terra dos Diabos".

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