Projeto Mais Bragança quer Mais Turismo
29 de Março de 2018 – 14:10 | Comentários desligados

Um grupo de 15 jornalistas especializados em turismo, nacionais e estrangeiros, passaram 3 dias em Bragança a convite da Associação Comercial local
No âmbito do projeto Mais Bragança, que tem como promotor a ACISB – Associação …

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Roteiros e Destinos

Património natural, património construído, cultura, tradições, gastronomia, muitas são as razões para visitar o nordeste transmontano. Uma região com um enorme potencial turístico que vale a pena explorar.

Gastronomia e Vinhos

A gastronomia nordestina é marcada por pratos fortes, carregados de sabor. As carnes de raças autóctones e certificadas dominam a mesa transmontana, onde não faltam os excelentes vinhos do Douro.

Cultura e Tradições

A região nordestina soube como poucas preservar a sua cultura e tradições: as festas tradicionais comunitárias, as comemorações dos solstícios, os caretos, os pauliteiros, são apenas alguns exemplos

Património Natural

Um verdadeiro santuário natural, com três espaços protegidos: o Parque Natural de Montesinho; o Parque Natural do Douro Internacional; e no coração do nordeste fica o Parque Natureza do Azibo.

Economia e Empresas

Numa zona essencialmente rural a economia assenta na agricultura de subsistência complementada com actividades que começam a ganhar dimensão: a pecuária, a produção de castanha e alguma indústria

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Projeto Mais Bragança quer Mais Turismo

Enviado por em 29 de Março de 2018 – 14:10Comente

2Um grupo de 15 jornalistas especializados em turismo, nacionais e estrangeiros, passaram 3 dias em Bragança a convite da Associação Comercial local

No âmbito do projeto Mais Bragança, que tem como promotor a ACISB – Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança, 15 jornalistas nacionais e estrangeiros, visitaram, durante três dias, o concelho de Bragança, uma iniciativa que teve como grande objetivo a promoção do território.

Nesta primeira iniciativa a organização privilegiou três setores, considerados os produtos-chave da região: o património (material e imaterial), a natureza e a gastronomia.

Partindo do coração da cidade, a cidadela e o castelo, os participantes visitaram os monumentos mais imponentes e emblemáticos, acompanhados por uma guia que em cada local lhes contava a história e as histórias, elementos diferenciadores, que fazem a identidade deste território.

E é da junção da monumentalidade do património edificado com as lendas e tradições que o conjunto patrimonial de Bragança se diferencia, adquire um extraordinário valor e se revela num produto turístico fabuloso.

O que caracteriza Bragança é também o seu enorme potencial natural com todos os atrativos que dela derivam (a biodiversidade, a paisagem, os lugares imperdíveis, a agricultura). A espetacularidade das serras, dos rios e dos vales, a paisagem que resulta da harmonia da ação do homem com o meio natural, tudo isto é retratado e apresentado como uma imagem que seduz e encanta, uma imagem que é a maior razão do Turismo no território.

O ex-libris do território é o Parque Natural de Montesinho, que integra áreas da serra de Montesinho e Coroa.

O Parque Natural de Montesinho foi criado em 1979, sendo uma das maiores áreas protegidas de Portugal. Com uma superfície de 75 000 ha, inclui cerca de 9000 habitantes distribuídos por 92 aldeias. É constituído por uma sucessão de elevações arredondadas e vales profundamente encaixados, com altitudes variando entre os 438 m e os 1481 m onde as aldeias, aninhadas em pontos abrigados e discretos, passam facilmente despercebidas aos olhos do visitante ocasional. Poucos territórios possuem biodiversidade tão rica como o Parque Natural de Montesinho. Com oitenta por cento dos mamíferos que ocorrem em Portugal, só aqui se poderá deparar com um grupo de veados junto à estrada, avistar um corço a alimentar-se num carvalhal, descobrir sinais da presença de javalis num prado ou escutar o uivo de um lobo, numa noite límpida.

E o que dizer da aldeia que partilha o nome com o Parque, Montesinho, que recebeu os visitantes com neve, tornando a paisagem ainda mais espetacular.

Considerada como uma das aldeias mais carismáticas do concelho de Bragança, o aglomerado habitacional, configura-se alongado e paralelo ao curso da ribeira de Vilar é reconhecido pelo seu bom estado de conservação.

Ao património e à natureza associamos um terceiro elemento: a gastronomia.

A gastronomia em Trás-os-Montes é tributária da própria cultura, dos produtos da terra e do saber fazer que se foi perpetuado ao longo de gerações.

A genuinidade dos sabores encontra-se, talvez, nas aldeias, na casa das famílias tradicionais, que ainda usam o lume como elemento principal na confeção de qualquer alimento. Os estufados no pote de ferro, onde incluímos o galo, o coelho bravo, a lebre ou o javali, o cabrito de montesinho ou o cordeiro bragançano.

Também o famoso Butelo com cascas, produto-chave já adotado pelo município, deve ser cozido num pote de ferro, ao lume.

O mesmo fogo que cria as brasas de lenha de carvalho ou castanho, tão importantes nas carnes assadas, como a posta à mirandesa, não há outra forma de a confecionar que não assada na brasa, ou então não será posta à mirandesa.

Da gastronomia não é possível dissociar os vinhos e a prosa. Neste último aspeto a região está muito bem servida, há sempre uma história, uma peripécia, um facto, um conto ou até uma brincadeira para contar à mesa e garantir um ambiente alegre para, com alegria aproveitar o que de melhor nos oferece a gastronomia.

Estas foram algumas das razões para visitar Bragança, apresentadas pela ACISB aos jornalistas, convidados a partilhar a riqueza e a beleza do Nordeste Transmontano, ainda por tantos desconhecidos.

O Turismo é um setor em franco crescimento e, dizem as tendências mais atuais, a procura dos “destinos inexplorados” vai aumentar, numa necessidade de fuga ao fenómeno da gentrificação a que se assiste em muitos destinos pelo mundo.

A ACISB acredita que esta é uma excelente oportunidade para incrementar o setor no território, trazer gente a Bragança, ávida por novas experiências, únicas, enriquecedoras.

O projeto Mais Bragança é financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional da Região Norte, no montante de 258 992,87mil €, dos quais 220 143,94 mil € são provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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