Feira de Artes, Ofícios e Sabores – Vimioso
18 de Dezembro de 2013 – 10:52 | Comentários desligados

O certame engloba várias vertentes, do Artesanato aos Produtos Regionais, incluindo o concurso de Doçaria da Castanha, mas também Atuações Musicais, Montaria ao Javali e Raid TT.

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Roteiros e Destinos

Património natural, património construído, cultura, tradições, gastronomia, muitas são as razões para visitar o nordeste transmontano. Uma região com um enorme potencial turístico que vale a pena explorar.

Gastronomia e Vinhos

A gastronomia nordestina é marcada por pratos fortes, carregados de sabor. As carnes de raças autóctones e certificadas dominam a mesa transmontana, onde não faltam os excelentes vinhos do Douro.

Cultura e Tradições

A região nordestina soube como poucas preservar a sua cultura e tradições: as festas tradicionais comunitárias, as comemorações dos solstícios, os caretos, os pauliteiros, são apenas alguns exemplos

Património Natural

Um verdadeiro santuário natural, com três espaços protegidos: o Parque Natural de Montesinho; o Parque Natural do Douro Internacional; e no coração do nordeste fica o Parque Natureza do Azibo.

Economia e Empresas

Numa zona essencialmente rural a economia assenta na agricultura de subsistência complementada com actividades que começam a ganhar dimensão: a pecuária, a produção de castanha e alguma indústria

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Museus e equipamentos culturais em Bragança

Enviado por em 23 de Março de 2011 – 17:14Comente

teatro de bragança .

A cidade de Bragança, repleta de história tem inúmeros locais onde o visitante pode ver e aprofundar os conhecimentos sobre as tradições e cultura transmontana. Na cidade existem vários museus e equipamentos culturais que perpetuam a memória dos nossos antepassados e nos surpreendem com a modernidade da arte contemporânea nacional e internacional. Entre tanta oferta propomos aqui um roteiro pela cidade e desvendamos um pouco do que se pode ver e descobrir. Começando pela zona mais nobre e antiga da cidade, a cidadela.

O Museu Militar de Bragança é um local de passagem obrigatório para toda a gente que ali se desloca. Este museu ocupa todo o interior da torre do castelo do século XV e é o mais visitado de todo o distrito, com uma média de 55 mil visitantes por ano. O Museu Militar de Bragança foi fundado em 1932, por iniciativa do coronel António José Teixeira que doou grande parte do espólio presente nas galerias temáticas do espaço museológico. Ao longo dos anos o acervo foi sendo enriquecido com mais material cedido por militares de Bragança que participaram em campanhas bélicas em África e na 1ª Guerra Mundial. Este é um local que se impõe como um espaço de memória das vivências militares da cidade e onde também é possível perceber a evolução do armamento ligeiro entre os séculos XVI e XX. Situado num dos espaços mais históricos e bonitos de Bragança, o Museu Militar permite também aos visitantes, no final da visita museológica, apreciar a paisagem da cidade do alto da torre do castelo. Um momento de contemplação e vislumbre sobre a capital de distrito e da imensidão do território português até à fronteira com Espanha, delimitada pela Serra da Sanábria.

Museu Ibérico da Máscara e do Traje

museu da mascara Ainda dentro das muralhas do castelo, a entrada no recente (2007) Museu Ibérico da Máscara e do Traje é também obrigatória. Depois dos tons militares, aqui as cores garridas, o sagrado e o profano dominam o ambiente. Este peculiar museu tem como objectivo preservar e promover a identidade e a cultura do povo transfronteiriço unido por milénios de história. Aqui podem ser vistos trajes e máscaras característicos de determinadas Festas de Inverno e Carnaval de Trás-os-Montes, Lazarim e distrito de Zamora, permitindo ao visitante contactar, em qualquer altura do ano, com uma multiplicidade de festas, personagens e rituais, elementos únicos desta cultura. Para além do contacto com os personagens, que recriam com todo o rigor mais de 50 Caretos, o interior do museu permite ainda ao visitante, ao som da música tradicional, das fotografias, dos documentários e da panóplia de objectos expostos, conduzi-lo por uma viagem ao universo mágico que ainda hoje pode ser apreciado e vivido em diferentes localidades de Bragança e Zamora durante os meses de Inverno e especialmente no Carnaval. Muitas destas tradições permanecem vivas mas com o gradual envelhecimento da população, correm o sério risco de desaparecer e ficarem apenas guardadas na memória. Este museu está integrado no projecto “Máscaras” e tem por base uma parceria de cooperação transfronteiriça entre o Município de Bragança e a Deputación de Zamora em Espanha, sendo, por isso, apoiado pela União Europeia através dos fundos INTERREG.

Domus Municipalis

Antes de sair da cidadela, não pôde deixar de visitar também a Domus Municipalis. Um dos monumentos mais antigos e importantes de toda a península ibérica. Em forma de um pentágono irregular o edifício românico englobava uma dupla funcionalidade: cisterna e sala de reuniões do conselho municipal onde se reuniam os homens mais poderosos da região. A sua construção data do século XII.

Museu Abade de Baçal

museu abade de baçalDepois de uma última vista ao belíssimo castelo, o Museu Abade de Baçal, a poucos metros de distância, é o próximo espaço museológico a merecer a nossa total atenção. Este museu foi fundado em 1915, instalado no edifício do antigo Paço Episcopal de Bragança, com o nome de Museu Regional de Bragança. Em 1935 muda para o nome actual em homenagem ao Abade de Baçal, um dos investigadores mais importantes do distrito.
O acervo original do museu era constituído por colecções de arqueologia, numismática e peças do recheio do Paço Episcopal.
Contudo, ao longo dos anos a colecção foi aumentando, especialmente com as dádivas de Abel Salazar e da família Sá Vargas nos anos 30, o legado de Guerra Junqueiro, nos anos 50 e o de Trindade Coelho no início dos anos 60.
O museu apresenta actualmente colecções de pintura com quadros de Malhoa, Abel Salazar, um conjunto de cerca de 70 desenhos de Almada Negreiros e, em 2001, foi adquirida uma importante colecção de máscaras transmontanas. Mas além da pintura, as principais colecções que integram o acervo do museu são arqueologia, epigrafia, arte sacra, pintura, ourivesaria, numismática, mobiliário e etnografia.

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (CAC)

Situado em pleno centro histórico, entre duas importantes artérias da cidade, o CAC ocupa um belíssimo edifício recuperado do Séc. XVIII ocupado anteriormente pela Delegação do Banco de Portugal. Aqui há uma multiplicidade de espaços e ambientes para descobrir com especial destaque para as sete salas dedicadas à obra da pintora Graça Morais, que dá nome ao centro. Graça Morais é uma das mais importantes artistas plásticas do país e é natural de Vila Flor, Bragança. Nas sete salas dedicadas à artista transmontana é possível fazer uma viagem no tempo e espaço da pintora que mostra quadros de 1982 a 2005. Não se trata de uma viagem cronológica da sua vida mas antes o revisitar dos momentos e séries mais marcantes do seu trabalho. As mulheres, o refúgio com a religiosidade, a ligação com a terra, o sofrimento e a solidão transparecem na maior parte dos quadros que fazem parte da doação da artista ao Centro de Arte Contemporânea. Mas aqui não é apenas o nome de Graça Morais e de outros artistas de renome internacional que trazem as pessoas ao centro mas também o próprio edifício que tem a marca de um dos mais conceituados arquitectos portugueses, Souto Moura, que soube preservar o traço original ligando-o a uma linguagem moderna. O edifício é já considerado um marco arquitectónico na cidade e é cada vez mais procurado por curiosos, estudantes e especialistas que querem ver de perto esta referência artística. O CAC oferece várias possibilidades para o desenvolvimento de uma programação de artes visuais, conciliando uma diversidade de programas educativos com uma heterogeneidade de motivos para os visitantes provenientes da cidade, da região e do país proporcionando uma forte conjugação entre turismo e cultura.

Centro de Ciência Viva

No centro da cidade pode ainda visitar, na zona Polis, o Centro de Ciência Viva de Bragança, que integra um Centro de Interpretação Ambiental e a Casa da Seda, onde pode visitar uma variedade de módulos interactivos dedicados à energia, ao ambiente e à reciclagem, bem como ao património geológico e biológico da região. Este é um equipamento fundamental no aspecto da educação e sensibilização ambiental e que destaca Bragança no sector ecológico. O que é a electricidade, a energia do vento, os sismos, a seda entre outros fenómenos são conceitos que vai ficar a conhecer profundamente.

Teatro Municipal

O roteiro não acaba aqui e, se tiver tempo, a noite pode terminar no Teatro Municipal de Bragança, em pleno centro da cidade e que integra a Rede Nacional de Teatros. O edifício é imponente e no seu interior pode ainda ver-se um enorme painel de azulejos de Graça Morais e dispõe de uma sala com capacidade para 460 pessoas. Este equipamento, cuja concepção arquitectónica é uma referência nacional, tem um vasto programa cultural toda a semana com variados espectáculos desde música clássica, dança contemporânea, ballet, teatro, espectáculos infantis e música. Com todos estes espaços culturais, Bragança impõe-se como a capital da cultura no nordeste transmontano.

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